SOBERANO

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terça-feira, 30 de agosto de 2011

São Paulo aposta em tradição no G-4 do 1º turno para arrancar no BrasileiroAlém dos números e das escritas, o Tricolor também se motiva por conta de um reforço de peso para este returno. Está cada vez mais próxima a reestreia de Luis Fabiano pelo São Paulo. O atacante, que se recupera de uma séria lesão em um tendão próximo ao joelho direito, tem tudo para dar mais qualidade ao time em campo.

Depois de uma campanha fraca em 2010, Tricolor volta a fechar primeira metade do nacional no quarteto dos líderes




Depois de um turno inicial péssimo em 2010, o São Paulo volta a fechar a primeira metade do Brasileirão em seu lugar de costume: o G-4. Das nove edições do nacional na era dos pontos corridos, o Tricolor só ficou fora do quarteto líder do primeiro turno em duas ocasiões, em 2005 e justamente no ano passado, quando chegou ao meio da competição em 15°. O retrospecto anima o elenco são-paulino, que se coloca como um dos mais fortes candidatos à taça.

- O torcedor pode ficar tranquilo que o São Paulo vai buscar esse título. Determinação e vontade não nos vão faltar – garante o volante Wellington.

SÃO PAULO AO FIM DO PRIMEIRO TURNO NACIONAL
ANO POSIÇÃO PONTOS CAMPANHA
2003 38 11 V / 5 E / 3D
2004 34 10V / 4 E / 5 D
2005 19° 18 4 V / 6 E / 9 D
2006 38 11 V / 5 E / 3 D
2007 40 12 V / 4 E / 3 D
2008 33 9 V / 6 E / 4 D
2009 33 9 V / 6 E / 4 D
2010 15° 17 4 V / 7 E / 6 D
2011 35 10 V / 5 E / 4 D

A animação tem motivo. A campanha atual do São Paulo é superior até mesmo que o desempenho de 2008, quando o Tricolor conquistou o hexa nacional. No primeiro turno daquele ano, o time do Morumbi foi o quarto colocado, com um aproveitamento de 57,9%. Neste ano, a equipe subiu um degrau na classificação e ganhou 61,4% dos pontos que disputou.

Se dependesse do retrospecto, o São Paulo já teria vaga reservada na Libertadores. Em todas as vezes que a equipe fechou o primeiro turno na zona de classificação para a competição continental, disputou a Libertadores no ano seguinte. O elenco, porém, sabe que não pode só contar com os números. A dois pontos do líder Corinthians, o São Paulo quer fazer bonito em campo e também “seca” os concorrentes.

- Estamos torcendo por um tropeço sempre, mas temos de fazer nossa parte também – disse Wellington.
Além dos números e das escritas, o Tricolor também se motiva por conta de um reforço de peso para este returno. Está cada vez mais próxima a reestreia de Luis Fabiano pelo São Paulo. O atacante, que se recupera de uma séria lesão em um tendão próximo ao joelho direito, tem tudo para dar mais qualidade ao time em campo.

- Ele é mais um jogador diferenciado para compor o elenco. Ele é muito importante. Vai nos ajudar demais e fazer muito gols – confia Wellington.

domingo, 28 de agosto de 2011

Lucas e Ganso marcam golaços, e Santos e São Paulo empatam na Vila Belmiro

Santos e São Paulo fizeram um clássico disputado neste domingo, na Vila Belmiro, com grandes chances desperdiçadas para os dois lados. O resultado de 1 a 1 será lembrado por dois golaços, marcados por Lucas e Paulo Henrique Ganso.
"Acho que o do Ganso é mais bonito né. Pegou ali de primeira. É mais difícil", disse Lucas à TV Bandeirantes.
O empate na Baixada foi ruim para as duas equipes. O São Paulo pretendia terminar empatado na pontuação com o líder Corinthians, que perdeu para o Palmeiras, mas o gol de Ganso deixou o time do Morumbi com 35 pontos. Já o Santos soma 22 pontos.
São Paulo e Santos travaram partida equilibrada na 1ª etapa, mesmo quando Carlinhos Paraíba foi expulso, logo aos 27 min iniciais. O meio-campista recebeu dois cartões amarelos. No segundo lance, Paraíba derrubou Léo.

Carlinhos Paraíba, aliás, já havia sido expulso de forma semelhante no 1º tempo contra o Corinthians, quando a partida apontava 0 a 0 e acabou vencida pelo time alvinegro por 5 a 0, no Pacaembu, pelo Brasileirão.
A perda de um atleta fez Adilson Batista recuar Cícero. Já Muricy aproveitou para tirar o volante Adriano ainda na etapa inicial, temendo que ele recebesse novo cartão amarelo. Felipe Anderson entrou em campo.
O Santos pouco ameaçou mesmo com um jogador a mais. A estrela de Lucas brilhou no fim do 1º tempo. O camisa 7 do São Paulo marcou um golaço, ao seu estilo.
Ele driblou Durval ao dominar a bola, deu “drible da vaca” em Edu Dracena, chutando rasteiro. Pará ainda tentou interceptar a bola, mas sem sucesso.
Vigiado por Piris, Neymar não conseguia dar continuidade às jogadas. Ganso também aparecia pouco no meio-campo nos 15 min iniciais da 2ª etapa.
Já o São Paulo evitava se expor defensivamente, partindo para o ataque em contragolpes precisos. Wellington quase ampliou o marcador após passe de Lucas. Depois foi a vez de Dagoberto perder chance incrível. Esses gols perdidos custaram caro.
O São Paulo com 10 jogadores ameaçava mais do que o Santos completo até os 20 min da 2ª etapa.
Ciente do mau rendimento do ataque alvinegro, Muricy colocou Alan Kardec na vaga de Pará aos 25 min da etapa final. A mudança aumentou o efetivo santista na área tricolor. O time da Vila passou a pressionar o São Paulo. Borges perdeu duas chances de empatar o jogo.
Ganso, que até então estava apagado em campo, empatou a partida, outro golaço no clássico. O camisa 10 tabelou com Alan Kardec, chutando no ângulo. Ceni nem se mexeu.
O Santos tentou virar a partida nos minutos finais. O São Paulo ficou recuado, impedindo os avanços de Neymar.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

São Paulo acorda no segundo tempo, bate o Ceará com folga e avança na Sul-Americana

O São Paulo fez o dever de casa, bateu o Ceará por 3 a 0 no Morumbi e garantiu a classificação para a próxima fase da Copa Sul-Americana. A equipe superou um primeiro tempo muito ruim e contou com noite feliz de Cícero e Lucas para resolver a partida.
Disposto a resolver a classificação rapidamente, o tricolor começou o jogo pressionando a saída de bola para sufocar o Ceará em seu próprio campo. Com Fernandinho, Dagoberto e Lucas bem adiantados, a tática surtiu efeito e nos primeiros minutos os visitantes não conseguiram ter tranquilidade para acalmar a partida. Com a bola nos pés, porém, o time se perdia em meio a tentativas individuais de seus homens de frente.
Bastaram 15 minutos para perceber que a formação mandada a campo pelo técnico Adilson Batista não funcionaria. Sem um articulador no meio e com Lucas desaparecido, o São Paulo não conseguia pôr a bola no chão e armar jogadas de ataque. Casemiro, aparentemente designado para a função, não deu conta do recado e Carlinhos Paraíba errava muitos passes. Resultado: chutões, lançamentos para ninguém e pouca efetividade.
Destaque no duelo contra o Palmeiras, Dagoberto abusou do individualismo e por diversas vezes se atirou no chão na tentativa de cavar faltas perigosas. A lesão de Fernandinho aos 30 minutos deu a oportunidade de Adilson corrigir o erro na escalação e mandar Cícero a campo para dar mais consistência à equipe, que não escapou das vaias no fim da primeira etapa.
A conversa no vestiário deve ter sido quente, porque o São Paulo voltou muito mais ligado na segunda etapa. Logo aos 2minutos Cícero bateu falta perigosa e levantou a torcida. Lucas também veio melhor e começou a se movimentar mais à procura da bola. Mais agressivo, o time passou a efetivamente dominar a partida e atacar com mais objetividade.
Os primeiros gritos por Rivaldo já ecoavam nas arquibancadas quando Carlinhos Paraíba achou Cícero entre os zagueiros na marca do pênalti. O meia matou a bola no peito e tocou no canto para abrir o placar e aliviar o clima de tensão que começava a se formar no Morumbi.
Com o placar adverso que daria a vaga ao rival, Vagner Mancini abriu o Ceará e deu o espaço que os donos da casa tanto procuravam. Em dois contragolpes velozes, Lucas e Dagoberto fizeram o segundo e terceiro para sacramentar a classificação e afastar o vexame de uma eliminação em casa logo na primeira fase. Com o placar favorável, a equipe passou a administrar o resultado.
O São Paulo agora aguarda o vencedor do confronto entre Libertad-PAR e Equidad-COL ou Juan Aurich-PER para saber quem será seu rival na próxima fase. Antes de voltar a pensar na Sul-Americana, a equipe volta as atenções para o Brasileirão, onde enfrenta o Santos, neste domingo, na Vila Belmiro, no último duelo do primeiro turno.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Rhodolfo cobra "algo a mais" e pede que equipe mantenha concentração contra o Ceará

Os gols levados nos minutos finais nas últimas partidas não têm incomodado só os torcedores e o técnico Adilson Batista. De maneira sutil, o zagueiro Rhodolfo mostrou desaprovação à falta de atenção da equipe em alguns momentos da partida e pediu mais empenho aos companheiros.
Para a partida contra o Ceará, nesta quinta-feira, válida pela Sul-Americana, o defensor espera que a equipe não volte a ser desatenta para não ameaçar a vaga para a próxima fase. Uma vitória simples classifica o São Paulo.
“Treinamos de um jeito, mas no jogo às vezes acontece de um jogador não posicionar como no treino. O Palmeiras tinha três caras altos, mas acabou sobrando um e ele fez o gol. Temos que treinar mais para não termos mais esses erros”, alertou o jogador.
Único titular absoluto da zaga, o camisa 4 evitou direcionar as críticas e assumiu sua parcela de responsabilidade pelos últimos tropeços. Rhodolfo também lamenta o azar do tricolor nos momentos de desatenção.
“Aqui ganha o time inteiro e perde o time inteiro. Às vezes é uma infelicidade mesmo, no único lance em que deixamos um jogador solto na partida inteira, ele faz o gol, então precisamos prestar atenção nisso”, ponderou.
O zagueiro elogiou a equipe do Ceará e alertou principalmente para Osvaldo, que vem sendo o principal nome da equipe no segundo semestre.
“A equipe deles vem fazendo bons jogos e todos nos preocupam. O Osvaldo é um ótimo jogador e abre caminho para os demais. Eles também têm uma ótima bola parada”, analisou.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

São Paulo sofre para 'domar' joias da sub-20, valorizadas após título mundial

O volante Casemiro e o atacante Henrique foram os primeiros a pedir a valorização. Casemiro até declarou antes do Mundial que merecia receber mais. Já Henrique engrossou o mesmo discurso após o término da competição, respaldado pelo fato de ter sido o artilheiro e o melhor jogador.
Ao mesmo tempo em que busca uma solução, a diretoria do São Paulo reage para tentar não ser intimidada pelos empresários destes jogadores. O agente de Casemiro, Julio Fressatto, se tornou ‘persona non grata’ nos corredores do clube, o mesmo rótulo que Giuliano Bertolucci, que representa Henrique, já possuiu.
Temerosa que um aumento muito alto com o contrato ainda vigente possa gerar um ‘efeito cascata’ de pedidos de outros jogadores do elenco, a diretoria do São Paulo disputa uma queda de braço com os empresários de Henrique e Casemiro, pois também não pretende se desfazer dos atletas.
O São Paulo possui um histórico de perdas de jogadores da base que deixa os dirigentes em alerta. O caso mais emblemático foi o do meia-atacante Oscar, autor de três gols na final do Mundial sub-20, que conseguiu se transferir para o Inter após ganhar do clube paulista em primeira instância (o caso ainda não foi encerrado).
Nos casos do meia Lucas Piazon e do lateral esquerdo Diogo, que também tentaram na Justiça forçar a liberação do São Paulo, o histórico foi positivo para o clube, que chegou a perder os jogadores, mas conseguiu reverter a decisão e fazer com que eles retornassem.
Das brigas jurídicas recentes, ficou uma lição: pagar os salários em dia, pois foi por este problema que o São Paulo perdeu Oscar. O aprendizado ficou nítido no discurso recente dos dirigentes tricolores. "O São Paulo segue rigorosamente a lei do nosso país, que nos respalda e diz que ele [Henrique] tem contrato até 2013. Além disso, paga as contas em dia”, falou o vice de futebol, João Paulo de Jesus Lopes.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

DE VOLTA A ATIVA

São Paulo sofre para segurar resultado e perde chance de até passar os líderes





Além dos inúmeros desfalques nos últimos jogos, o São Paulo tem sofrido com outro problema que o faz perder muitos pontos no Brasileirão. A equipe tem tido grandes dificuldades para segurar o resultado quando sai na frente no placar.
Dos nove jogos em que o São Paulo foi comandado pelo técnico Adilson Batista, em três o clube saiu na frente do marcador, mas acabou sofrendo o empate. Pela Sul-Americana, os paulistas seguraram o empate contra o Ceará até os acréscimos, quando sofreram o gol que os deixou em situação mais complicada na competição.
Até na partida em que teve um início fulminante e abriu 4 a 0 de frente (contra o Coritiba no Paraná), o São Paulo padeceu no segundo tempo e quase sofreu o empate, vencendo por 4 a 3 no sufoco.
Após o empate por 1 a 1 contra o Palmeiras, em que o São Paulo voltou a sair na frente e a não conseguiu segurar o resultado, este problema foi detectado tanto pelos jogadores quanto pelo técnico Adilson Batista. Todos lamentaram o fato e pediram reação nas próximas rodadas.
“Essas bobeiras a gente não dava quando fomos campeões, com certeza. Agora no futuro podemos estar nem aí ou isso nos vai fazer uma falta danada”, reclamou o atacante Dagoberto ainda na saída do gramado.